Links sobre o tema:
- http://oglobo.globo.com/rio/defensores-publicos-pedem-ao-stf-que-mulheres-com-zika-possam-abortar-19988131
- http://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/noticia/2016/08/no-rn-sobe-para-137-numero-de-casos-confirmados-de-microcefalia.html
- http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2016/08/1806139-imagens-mostram-acao-da-zika-em-bebes-ainda-no-utero.shtml
Redação
Durante os últimos anos o nascimento de crianças com má formação do cérebro tem aumentado, e isso preocupa muito a população, principalmente quando está chegando o verão, estação propícia para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, o principal vetor do Zica Vírus, que quando transmitido à mulheres grávidas ocasiona a deformação do cérebro do feto. A reprodução desse mosquito acontece em lugares onde há água parada; lugares onde possui problemas de infraestrutura como irregularização nos abastecimentos de água; coleta de resíduos sólidos também são focos do inseto.
As crianças que nascem com microcefalia apresentam atraso mental, dificuldade para andar, comer e falar. Muitas gestantes recorrem ao aborto quando sabem que o filho irá nascer com essa doença, e aqui está um grande problema pois o aborto no Brasil é considerado crime, exceto em casos de estupro ou que coloca em risco a vida da mãe. Por ser proibido elas recorrem à formas ilegais de aborto sem estrutura hospitalar básica, e que mais tarde traz consequências para a saúde da mulher.
Muitas discussões foram feitas no Supremo Tribunal Federal (STF) para promover a aceitação de aborto em caso de microcefalia. Muitas instituições religiosas se mantiveram contrários ao aborto, pois afirmam que por uma criança ter uma má formação não justifica que podemos tirar o direito dela à vida. Alguns médicos que já realizaram algum aborto se declararam a favor em casos muitos graves, que comprometam a independência da criança e a uma vida humana considerada digna.
Algumas ações que poderiam amenizar o problema é investir em saneamento básico para combater o mosquito transmissor da doença; a legalização do aborto em casos de microcefalia, bem como investimento nos equipamentos hospitalares para a realização deste e também programas de assistência social para as crianças nascidas com essa má formação.
Por Camila de Andrade e Lorena da Cunha
Por Camila de Andrade e Lorena da Cunha

Nenhum comentário:
Postar um comentário